Forró em francês? Essa eu quero ver!

Banda de forró de Montreal

Banda de forró de Montreal

E quando você pensa que já viu de tudo (como diria minha amiga Tata) você descobre que tem uma banda de Montreal que toca forró em francês. Logicamente que alguns membros da banda são brasileiros e também tocam músicas em português, mas confesso que esse foi um tipo de ritmo que não imaginei ouvir aqui no Canadá, especialmente ao vivo.

Bem, essa só vendo para acreditar, né? Não posso perder.

Apois mais tarde eu conto como foi.

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Helpdesk – Parte I

helpJá vi que daria para fazer uma série só com os “episódios” das minhas ligações para o Helpdesk da Alcatel.

Tanto aqui quanto no Brasil, toda empresa relativamente grande tem em seu prédio uma sala com a equipe de “Suporte/Helpdesk”, em que por definição você não pode simplesmente ir lá, “bater na porta” e pedir para resolverem o seu “problema técnico” (mais conhecido como “minha máquina travou de novo!”): em vez disso você tem de ligar pelo ramal e “abrir um chamado“.

Bem, já numa empresa absurdamente grande como a Alcatel, o Helpdesk é assim:

Primeiro, o já supramencionado procedimento padrão: você liga para o ramal, que, só para ser “diferente”, à la norte-americanos, nunca será informado como um simples número, e sim como uma palavra, que, no caso, convenientemente é HELP (daí você procura cada letra correspondente no teclado do telefone e vê que a ext. é 4357).

Até aí tudo bem, mas, como eu já disse, estamos falando de uma empresa monstruosamente enorme. Então, não somente o Helpdesk tem uma U.R.A. (Unidade de Resposta Audível, aquele atendimento eletrônico do tipo “para falar com um de nossos atendentes, aperte 2”), como também não é uma U.R.A. qualquer. É mais ou menos assim:

“For English helpdesk support, press one…
… Para Español, marque numero dos
 …Pour support en Français, pressez le trois”

(Peço perdão aos poliglotas que se contorceram com os erros, mas foi só para demonstrar, ok?)

Olha, sei não viu… Bom, já que não tem opção em português (não queria nada, né?), o jeito é escolher o “suporte em inglês” mesmo (fazer o quê?).

Agora, se normalmente já é complicado você fazer o “consultor” entender qual é o problema da sua máquina detalhando tudo bem direitinho em português, imagina quando você tem de se “virar nos 30” e explicar a zica que deu no seu computador em inglês?

(Na verdade, pensando bem, não devia ser tão difícil assim, já que na informática a maioria dos termos a gente já usa em inglês mesmo, tipo download, plugin, login, password, software, drive etc. A pegadinha é você conseguir juntar tudo isso em uma frase que faça sentido).

Enfim. Para tudo ficar ainda mais interessante (ou, como diria meu pai, “para quê facilitar se a gente pode complicar?”), do outro lado da linha, o suposto “especialista no assunto” também não é assim alguém, digamos, totalmente fluente no idioma.

“Hein? Como assim? Mas você não escolheu ‘em inglês’?”

Pois é… Mas é que, na verdade, a própria central do Helpdesk não está localizada no Canadá. Ou nos EUA. Muito menos no México. Aliás, nem sequer nas “Américas” está.

Mas isso é matéria para um outro post…

Só por curiosidade…

Pesquisa rápida no sistema descentralizado de bibliotecas públicas de Ottawa (33 unidades espalhadas pela cidade, sendo uma pertinho aqui de casa).

2,4 milhões de exemplares no total.

Eu pensei, “Não é possível que não tenha livros de autores brasileiros!”

Decidi testar primeiro com O autor de todos os tempos: Machado de Assis.

7 livros encontrados.

E olha que um deles nem era de Machado, e sim um estudo feito sobre ele.

Todas as cópias em inglês.

Não fiquei nada satisfeita com o resultado de menos de 0,0001% do total do acervo.

Decidi uma outra abordagem, como que para comprovar uma teoria. Pesquisei “Paulo Coelho”.

68 títulos encontrados.

Traduções não somente em inglês, francês e espanhol, o que poderia até ser considerado “normal”, mas também em russo, persa, árabe, vietnamita e panjabi… “Hein? Panjabi?”

Pois é, esse último idioma me levou a consultar o “oráculo”, também conhecido como google. Panjabi é uma das 87353417843 milhões de línguas do Paquistão e da Índia.

O mais peculiar nesse resultado é que, em meio a tantas versões, também Paulo Coelho não tinha uma cópia sequer em português.

A que conclusões podemos chegar quando um dos melhores escritores da língua portuguesa (quiçá da literatura mundial) “perde” de forma “humilhante” justamente para um autor como Paulo Coelho? Não sei.

De certo modo faz sentido, uma vez que Paulo Coelho é hoje o autor brasileiro mais vendido no mundo, posto outrora ocupado por Jorge Amado. Ah! E não é que foi justamente esse último o único a ter exemplares em português na biblioteca?

 

Enfim. Assunto bem pitoresco e fora de contexto, mas, como eu disse, foi “só por curiosidade”.

 

E você? Que livros têm na estante? Em sua maioria são “clássicos” ou best-sellers de ocasião? De autores nacionais ou estrangeiros? E em que idiomas?

País atrasado esse, viu?

E como diria meu tio…

“Olha, vou te contar, que paisinho atrasado esse! Enquanto aqui já são duas da tarde, aí ainda é meio-dia!”

Brincadeiras à parte, esse post é só para avisar que o horário de verão no Canadá está acabando. Então, a partir de amanhã, serão 2 horas de diferença para o Recife, sendo que 3 horas em relação à Brasília, por  conta do próprio “Daylight saving time” do Brasil.