Post rápido

Como ando sumida já faz um tempo, seguem alguns comentários rápidos, cada um com potencial de ter um post próprio:

  • Feijoada no Canadá faz bem pra pele, pra o colesterol e para a saudade;
  • Já a música brasileira ao vivo tem o poder de fazer o tempo melhorar e parar de chover, só pra o mais acanhado sair de debaixo da tenda e ir para perto do palco;
  • O Tai Chi em grupo, por sua vez, faz sinos tocarem (ao menos se o grupo estiver na frente do Parlamento “Big Ben” de Ottawa);
  • Em compensação, uma brasileira ensinando matemática em inglês (fração e porcentagens) faz uma criança ficar ainda mais confusa do que já estava antes;
  • Ao menos existe o Garage Sale Anual que, além de fazer muitos calos, faz também a alegria de milhares de pessoas que acordam cedo em pleno sábado para conferir todos os cacarecos.

E… at last but not least (por último mas não menos importante)…

Bicicleta vermelha e enferrujada – $ 40 dólares
Passear ao longo do rio em companhia de esquilos e adultos e crianças sorridentes, felizes só pelo fato de “fazer um dia bonito lá fora” – não tem preço

 

É isso. Espero que tenham gostado.

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Bazar de garagem – Parte I

Foto: Getty Images

Foto: Getty Images

Acredito que todos já viram ao menos algumas dessas cenas em filmes de sessão da tarde:

Crianças/Escoteiros vendendo limonada numa barraquinha na frente de casa com uma plaquinha escrita a mão (25 ¢);

Família fazendo um churrasco no quintal de casa com carne de hambúrguer e salsicha de hot dog;

Banda de adolescentes tocando na garagem;

Músicos de rua e seus chapéus/cases de instrumentos à espera de contribuições (em sua maioria moedas e notas de 1 dólar).

Pessoas vendendo de tudo um pouco na frente de casa em um Garage Sale, ou “Bazar de Garagem”, também chamado Yard Sale (Bazar no Quintal).

Garage Sale

 O post era só para falar do último item da lista, mas de tão rico, o The Great Glebe Garage Sale (O Grande Bazar de Garagem do Glebe) engloba também todos os outros.

Trata-se de um bazar de garagem coletivo que ocorre anualmente em todo o bairro do Glebe em Ottawa. Outros bairros também organizam eventos parecidos, mas nenhum é tão famoso ou “tradicional” quanto o do Glebe, que existe há mais de 20 anos e atrai milhares de pessoas, até mesmo de outras cidades.

Foi uma experiência incrível, fica até difícil de narrar. Só vendo para entender. Por isso mesmo eu fiz uma filmagem do evento. Vou levar algum tempo para editar o vídeo e passar as fotos para o computador, então por enquanto deixo vocês com esse link, que contém diversas fotos do garage sale do ano passado, só para dar um gostinho.

“Sim, mas e tinha coisa interessante? Você comprou alguma coisa?”

BoggleTinha muito cacareco, utensílios de cozinha, peças de roupa, brinquedos e outros. Ouvi algumas pessoas reclamando que o bazar “já teve dias melhores”, que antigamente se conseguia encontrar móveis e tudo mais.

Bem, eu comprei um joguinho de letras bastante conhecido por aqui e nos EUA chamado Boggle (por 2 dólares) e… tan dan dan dan… Uma bicicleta!!!

Foi um achado. Na verdade nem foi bem no bazar que eu comprei, mas em uma loja de bicicletas usadas que lucrou muito com a movimentação proporcionada pelo garage sale. A bicicleta custou apenas 40 dólares canadenses! (uns 60 reais)

Depois publicarei também fotos dessa minha mais nova – embora um pouco enferrujada – companheira de aventuras.

Para os filhos

Você vai aprender, filho. Que a intensidade pode roubar você de si mesmo. Que é preciso leveza para se pertencer. Você vai aprender a se distrair no meio do caminho – para ter o privilégio de errar. Vai aprender que as descobertas estão nos atalhos. E que é preciso alcançar o escuro denso para estar diante de todas as possibilidades. Você vai aprender a se deitar noite escura e amanhecer ensolarado. E vai entender que na perda mora o verdadeiro começo. Talvez você leve meia vida para isso. Talvez mais, como eu. Mas até lá, olha que sorte: eu vou estar segurando a sua mão.

Cristiana Guerra, autora do livro e blog Para Francisco. Post original aqui.

Um Feliz Dia para todas aquelas que “seguram a nossa mão” ao longo de toda a nossa vida.