O ano em que morei no Canadá

Oi pessoal!

Muito tempo sem postar aqui no blog. A verdade é que eu voltei para a minha terra e agora já não faz tanto sentido continuar a postar por aqui.

Por outro lado, são tantas lembranças, tanto que ainda tenho a dizer, que não consigo me desvincular desse blog ainda.

Segue um vídeo que eu fiz para o pessoal que ficou por lá, para matar um pouco as saudades.

Toda vez que eu vejo o vídeo, penso em mil coisas e pessoas que ficaram de fora, mas acho que dá para se ter uma boa idéia de como foi essa minha experiência no Canadá.

O ano em que morei no Canadá

Clique na imagem para acessar o vídeo

Esse outro, abaixo, é um vídeo que eu fiz sobre o Brasil, para os gringos ficarem babando!

Espero que gostem!

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Festival de Tulipas – Parte I

Tulip Festival, 15 de maio de 2009.

Tulip Festival, 15 de maio de 2009.

O evento por que Ottawa é mais conhecida é o Tulip Festival, considerado o maior Festival de Tulipas do mundo. Ele ocorre anualmente desde 1953 e atrai uma média de meio milhão de turistas a cada ano.

O festival acontece todo mês de maio (pois é, o post está um pouquinho atrasado), que é o mês da primavera aqui no Canadá (em abril ainda é inverno). Nesse ano o festival ocorreu de 1 a 18 de maio, com o seu encerramento no Victoria Day, feriado nacional canadense em homenagem à rainha Vitória (séc. XIX). Lembrando que o Canadá, assim como a Austrália e a Jamaica, são países atualmente reinados pela rainha Elizabeth II da Inglaterra.

As tulipas

As tulipas

Enfim. A principal mudança dessa edição foi a descentralização: o festival foi espalhado por diversas partes da cidade, cada uma com um tipo de atração diferente. Na região do lago Dow’s Lake, era possível ver a maior concentração de tulipas, enquanto que o Pavilhão Internacional foi montado no Glebe, com stands e performances de vários países. Já o Major Hill, parque do centro da cidade, contou com uma escola de circo.

Tapioca preparada pelo stand brasileiro no Festival das Tulipas.

Tapioca preparada pelo stand brasileiro no Festival das Tulipas.

No stand brasileiro tinha guaraná, pão de queijo, feijoada e até tapioca. O Brasil ainda foi muito bem representado por apresentações de dança e shows de samba e mpb, dos quais postarei alguns vídeos em breve.

Quanto às tulipas, essas personificaram a marca registrada do Canadá: a diversidade.  As suas cores e formas variadas deram vida e encanto a um festival que por si só já é repleto de magia, com os seus parques, rodas gigantes, carrosséis e muito mais.

Deixo vocês com algumas imagens desse belo festival.

 

Clique na imagem para ver as fotos.

Clique na imagem para ver as fotos.

Trilha sonora brasileira

Ultimamente a minha trilha sonora aqui no Canadá tem sido bem verde e amarela. Na mesa do bar, uma roda de brasileiros e “simpatizantes” (gringos completamente apaixonados pela cultura brasileira). Ao fundo, uma banda tupiniquim que não deixa ninguém ficar sentado.

Desde o dia do trabalho (que aqui e nos EUA só é celebrado na 1ª segunda de setembro) o grupo se encontra quase toda sexta-feira em um restaurante chileno bastante aconchegante chamado Viña del Mar, ao som da banda Florquestra Brasil.

Clique na imagem para ver as fotos.

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De tanta empolgação, filmei uma apresentação da Florquestra.

Em maio ainda teve o acústico de Rômmel Ribeiro no Mercury Lounge, com o conterrâneo Gustavo na guitarra solo. Também gravei vídeos desse show.

Para ver todos os clipes, basta clicar nas imagens abaixo.

Vídeos de Florquestra Brasil

Vídeos de Florquestra Brasil

Vídeos de Rômmel Ribeiro

Vídeos de Rômmel Ribeiro

E aí? O que vocês acharam dessa aventura?

Post rápido

Como ando sumida já faz um tempo, seguem alguns comentários rápidos, cada um com potencial de ter um post próprio:

  • Feijoada no Canadá faz bem pra pele, pra o colesterol e para a saudade;
  • Já a música brasileira ao vivo tem o poder de fazer o tempo melhorar e parar de chover, só pra o mais acanhado sair de debaixo da tenda e ir para perto do palco;
  • O Tai Chi em grupo, por sua vez, faz sinos tocarem (ao menos se o grupo estiver na frente do Parlamento “Big Ben” de Ottawa);
  • Em compensação, uma brasileira ensinando matemática em inglês (fração e porcentagens) faz uma criança ficar ainda mais confusa do que já estava antes;
  • Ao menos existe o Garage Sale Anual que, além de fazer muitos calos, faz também a alegria de milhares de pessoas que acordam cedo em pleno sábado para conferir todos os cacarecos.

E… at last but not least (por último mas não menos importante)…

Bicicleta vermelha e enferrujada – $ 40 dólares
Passear ao longo do rio em companhia de esquilos e adultos e crianças sorridentes, felizes só pelo fato de “fazer um dia bonito lá fora” – não tem preço

 

É isso. Espero que tenham gostado.

My name ain’t Johnny

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Não sou muito aficionada pelo Cinema Nacional, mas, como já comentei em outros posts, quando se está morando fora é como se você fosse acometido por um orgulho que o faz querer prestigiar o Brasil em todas as oportunidades.

E não poderia ser diferente com o 13th Latin American Film Festival aqui em Ottawa, promovido pelo Canadian Film Institute.

O domingo foi dedicado ao Brasil, com reprodução de duas películas:

Jogo de Cena (Playing): documentário que “conversa” com a ficção e 
Meu nome não é Johnny (My name ain’t Johnny): filme de ficção baseado em fatos.

jogo-de-cenaMuito interessante a idéia da Embaixada Brasileira em disponibilizar filmes que “brincam” um pouco com as duas linguagens: documentário e ficção. O primeiro, Jogo de Cena (assista ao trailer), dirigido por Eduardo Coutinho, documentarista brasileiro de renome internacional, foi o que mais me tocou, particularmente a história da senhora que perdeu o filho em um assalto. Também dei muitas risadas nervosas ao ouvir este comentário de uma garota ingênua e analfabeta, que me fez refletir sobre o quanto a educação é importante e o quão crítica está a situação de nosso país nesse aspecto:

“Eu pensei que para engravidar era preciso ‘fazer’ muitas vezes, que uma ‘rapidinha’ não contava. Tive até medo que minha filha nascesse com algum problema, tipo ‘faltando alguma coisa’, por ter sido só uma vez e tão rápido. É por isso que eu parei definitivamente de ‘fazer’: se só com uma ‘rapidinha’ eu já tive uma menina, imagina ‘o que é que não vai sair’ se eu fizer muitas vezes?!”.

Ele tinha tudo, menos limite.

Ele tinha tudo, menos limite.

Acho que Jogo de Cena impressionou pela originalidade. Já o “Johnny” chamou a atenção dos mais velhos pelo fato de um garoto que tinha tudo e todo o carinho dos pais ter se envolvido a tal ponto no mundo das drogas sem que os mesmos sequer desconfiassem. Como a própria tagline do filme diz:

He could be your son’s best friend. He could be dating your daughter. He is the sweetest drug dealer… and he is real.

(Ele poderia ser o melhor amigo do seu filho. Poderia estar namorando a sua filha. Ele é o mais “doce” dos traficantes… e ele é real).

Para a exibição de Meu nome não é Johnny (trailer), sucesso de público do ano passado, o auditório da Libray and Archives Canada (Biblioteca do Arquivo Nacional) estava praticamente lotado e, de modo impressionante, quase não havia brasileiro. A maior parte do público era formada por latinos e pessoas da região francesa do Canadá, com a qual Ottawa faz fronteira.

É que se tratou de um evento “importante”, que contou com a presença do Embaixador do Brasil e sua família em ambos os filmes, bem como de embaixadores de outros países da América Latina e até mesmo da Mongólia. Foi a segunda vez que vi o Embaixador do Brasil (a primeira eu contei aqui).  

Após a exibição dos filmes, a noite do evento foi encerrada com Wine and Cheese (Queijos e Vinhos). Melhor pra mim, pois, depois de muito, muito tempo, pude comer coxinha, pão de queijo e empadinha à vontade.

Diferente a experiência de assistir a filmes falados em português com legenda em inglês, em sessões em que as pessoas ficam de pé e batem palmas ao final das exibições. Acho que esse é o próprio conceito de um Festival de Cinema. Afinal, se o cinema é considerado a “sétima arte”, por que não aplaudir um trabalho de qualidade?

Tatuagem – Parte II

Camila, a dona da tatuagem (clique na imagem para ampliar)

Camila, a dona da tatuagem

Olá, queridos co-pilotos. Antes de mais nada, queria agradecer todos os comentários e e-mails de apoio e congratulações em relação à tatuagem.

Realmente, acho que todos nós concordamos que a tatuagem de Camila é linda!

“Hein? Como assim? Então a tatuagem não é sua??!!”

Ah, gente! Em nenhum momento eu disse que a tatuagem era minha. Está bem, eu confesso que o modo como me expressei no post anterior pode ter favorecido essa conclusão. Engraçado como as pessoas podem ter diferentes interpretações, não é mesmo?

Mas, convenhamos: quem me conhece bem sabe que eu não tenho coragem sequer para fazer um outro furo bem pequenino na minha orelha, quem dirá então para fazer uma tatuagem?

Brincadeiras à parte, ainda que eu fosse destemida o suficiente para encarar essa aventura, tatuagem não combina muito comigo (daí o espanto de tanta gente) e por mais que uma viagem como essa mude uma pessoa, a nossa essência será sempre a mesma.

Ademais, eu sou doadora de sangue.

E o que isso tem a ver? Bem, digamos apenas que as suas chances de ser liberado para doar após o interrogatório questionário do médico diminuem bastante se você tiver tatuagens, piercings e afins (Falando nisso, tenho um episódio curioso para contar sobre doação de sangue aqui no Canadá, mas isso é assunto para outro post).

Enfim. Acho que, apesar de tudo, valeu mesmo a intenção, afinal não é todo dia que se encontra uma tatoo que, como muitos apontaram, é a minha cara. Também foi interessante para se ter uma idéia de como teriam sido as reações caso a tatuagem fosse minha mesmo (quem sabe um dia?).

O danado é que o objetivo do primeiro post sobre a tatuagem era só de criar expectativa para o “Grand Post” sobre a 1ª Roda de Samba do ano!!! Acontece que o frisson gerado foi tão grande que agora nada que eu comente sobre a festa poderá causar tal impacto.

Então o que eu posso dizer é que a Roda de Samba na OttawaU (Universidade de Ottawa) em 17 de janeiro foi um jeito bem legal de abrir as festas desse ano e que para mim o ponto alto do evento foi quando eles improvisaram Tiro ao Álvaro em minha homenagem, e ainda prometeram que da próxima vez irão ensaiar antes e acrescentar a música ao repertório =)

Seguem algumas fotos do evento:

Isabel (Brasil), Diane (Canadá), eu e Adamira (Nicarágua)

Isabel (Brasil), Diane (Canadá), eu e Adamira (Nicarágua)

Angela (Canadá), Estevão e eu (Brasil) e Fabián (México)

Angela (Canadá), Estevão e eu (Brasil) e Fabián (México)

Pessoal da Roda de Samba

Roda de Samba na OttawaU, 17 de janeiro de 2009

Tatuagem

Sou brasileira, com muito orgulho.

Sou brasileira, com muito orgulho.

Sempre que considerava a possibilidade de fazer uma tatuagem, desistia da ideia (ô reforma incoveniente) logo de cara, só pela dúvida de que imagem utilizar.

Indecisa como sou, imaginava que, depois de passar séculos para escolher uma, assim que eu a visse tomar forma, já me sentiria arrependida: “ah… não ficou como eu queria, bem que eu sabia que aquela outra era melhor!”

Ora, mas isso foi antes. É que eu descobri que na verdade o caminho é inverso. Você não deve pensar em fazer uma tatuagem e então decidir qual será.

A experiência deve vir antes, como algo tão forte e marcante em sua vida que você quer deixar registrado, não quer se permitir esquecer, pois isso define a sua própria essência. Então, e só então, você procura um símbolo que, para você, represente tudo isso. A tatuagem vem por último, ela vem da necessidade de gritar ao mundo e a você mesmo: “esse/a sou eu”.

Não importa se daqui a alguns anos você mudar (e acredite, você irá) e, ao ver a tatuagem, pense algo como: “onde é que eu estava com a cabeça?”. O que importa é que um dos seus vários “eus” está ali e você nunca irá esquecer que isso fez parte de sua vida e sempre fará parte do que você é.

 

Enfim. Gostaram da tatuagem? Querem saber mais sobre essa aventura?

Então, “aguardem e confiem”, que no final de semana tem mais…