O show

palco do showPois bem. Sem maiores delongas… eu fui ao show do U2!

Eu já havia comentado em outro post que faria o possível para conseguir ir ao show. E não é que deu? Existe até mesmo uma teoria de que esse show foi o que me motivou a prolongar a minha viagem por mais um mês (o meu contrato de trabalho já acabou desde agosto).

Bem, suposições à parte, o que importa é que no final das contas eu fui sim ao show!

Realmente foi um jeito incrível de fechar a minha viagem para o Canadá (já volto segunda, dia 21).

E olha que foi o meu primeiro show em estádio! Comecei com estilo, hein? Pensando bem, acho até que foi a primeira vez que eu fui a um estádio, mas enfim, essa parte a gente pula.

cn towerO estádio do Blue Jays em Toronto, o Rogers Centre, é lindo, o lugar perfeito para o show, com a CN Tower lá toda bonita (parecia até que a iluminação dela seguia as luzes do show).

Mas e o show, menina! Como foi?

Ah! O show de U2 é mesmo indescritível, foi emocionante ouvir músicas tão marcantes ao vivo, uma vibração maravilhosa.

Claro que, no Brasil, a empolgação da platéia teria sido outra. Mas eu tenho que dizer que aqui eu já fui a vários shows e jogos de hóquei e o mais perto que o público chegou de ter uma animação parecida com a do Brasil foi nesse show. Eles até ensaiaram uma “ola” antes do show começar (acredite, para os padrões daqui isso é quase que uma contravenção).

E a banda que abriu o show, a Snow Patrol, é bem legal, segue a linha do U2. Eles conseguiram animar metade do estádio (a outra metade só chegou em cima da hora de U2 começar). O vocalista dizia: “Daqui a instantes vocês estarão diante do melhor show de suas vidas! O nosso trabalho é fazer o aquecimento com vocês”.

Realmente… que show! Para mim só não foi melhor porque eu fui sozinha… snif! Mas o grupo que sentou ficou em pé nas cadeiras do meu lado era bem legal. Tinha até um inglês que, desde 1985, já tinha ido a 31 shows de U2, sendo que 3 só do 360 Tour, que começou no final de junho desse ano. E ele ainda voltaria com o grupo no dia seguinte, 17, para ver o segundo show em Toronto.

Enfim. Acho que não tenho mais como descrever. Fiz uma montagem rápida com pequenas filmagens que fiz durante o show, para vocês terem uma idéia. Pesquisando no youtube dá para encontrar bem mais.

E aí? Gostaram?

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O poço no deserto

Pois é, faz tempo que eu não apareço por aqui. Tenho andado bem ocupada, ainda mais agora que estou organizando tudo para voltar pra casa: Recife, minha terra querida.

Então, embora se dependesse só da minha vontade eu escreveria um post beeeeem longo sobre os últimos acontecimentos e sobre tudo o que eu já fiz nessa minha visita a Toronto, pela falta de tempo resolvi falar apenas de um lugar que eu visitei em Toronto: um cinema.

Bem sei que cinema está longe de ser atração turística, mas é que essa minha visita foi algo assim extraordinário. Especial por eu estar perdida até descobrir que por ali deveria haver um cinema e único por se tratar de um cinema bem old fashion, desses com aquela bilheteria bem antiga, uns 50 lugares na sala e − pasmem − cortina de veludo vermelho na frente da tela que se abre na hora de começar o filme.

Enfim. Foi mais uma coisa bem legal desse dia que eu tirei só para mim. Melhor ainda por ter sido um filme inesperadamente bom, já que eu não tinha lá grandes expectativas em relação a ele.

O nome do filme é Adam e se trata de uma love story entre uma garota aspirante a escritora e um rapaz que tem sérios problemas de convívio social (ele tem uma variante de autismo).

Só sei que o filme me pegou de jeito já na cena de abertura, no primeiro trecho narrado pela garota. Algo como:

My favorite children’s book is about a little prince who came to Earth. When he came from the stars he found a pilot and teached him about love. My dad always said I was his little prince, but after I met Adam I realized I was the pilot all along.

Meu livro infantil favorito é sobre um pequeno príncipe que veio à Terra. Quando ele veio das estrelas, encontrou um piloto e o ensinou sobre o amor. Meu pai sempre disse que eu era o seu pequeno príncipe, mas, depois que eu conheci Adam, descobri que nesse tempo todo na verdade eu era o piloto…

É bem cliché, eu sei, mas, pra mim, só de ter começado fazendo uma analogia tão bonita com o Pequeno Príncipe, o filme já ganhou muitos pontos comigo.

Aliás, acho até que é por isso que essa “visita” ao cinema foi tão especial pra mim. Ela foi como uma passagem do Pequeno Príncipe, em que ele e o piloto estão perdidos no deserto à procura de água:

O que torna belo o deserto é que ele esconde um poço em algum lugar.

E assim o meu passeio pelas ruas de Toronto foi mais bonito, pois eu sabia que algo que eu queria muito se escondia ali em algum lugar…

Assim que der publico umas fotos. Por enquanto, aqui está o trailer (não encontrei legendado):

Festival de Tulipas – Parte I

Tulip Festival, 15 de maio de 2009.

Tulip Festival, 15 de maio de 2009.

O evento por que Ottawa é mais conhecida é o Tulip Festival, considerado o maior Festival de Tulipas do mundo. Ele ocorre anualmente desde 1953 e atrai uma média de meio milhão de turistas a cada ano.

O festival acontece todo mês de maio (pois é, o post está um pouquinho atrasado), que é o mês da primavera aqui no Canadá (em abril ainda é inverno). Nesse ano o festival ocorreu de 1 a 18 de maio, com o seu encerramento no Victoria Day, feriado nacional canadense em homenagem à rainha Vitória (séc. XIX). Lembrando que o Canadá, assim como a Austrália e a Jamaica, são países atualmente reinados pela rainha Elizabeth II da Inglaterra.

As tulipas

As tulipas

Enfim. A principal mudança dessa edição foi a descentralização: o festival foi espalhado por diversas partes da cidade, cada uma com um tipo de atração diferente. Na região do lago Dow’s Lake, era possível ver a maior concentração de tulipas, enquanto que o Pavilhão Internacional foi montado no Glebe, com stands e performances de vários países. Já o Major Hill, parque do centro da cidade, contou com uma escola de circo.

Tapioca preparada pelo stand brasileiro no Festival das Tulipas.

Tapioca preparada pelo stand brasileiro no Festival das Tulipas.

No stand brasileiro tinha guaraná, pão de queijo, feijoada e até tapioca. O Brasil ainda foi muito bem representado por apresentações de dança e shows de samba e mpb, dos quais postarei alguns vídeos em breve.

Quanto às tulipas, essas personificaram a marca registrada do Canadá: a diversidade.  As suas cores e formas variadas deram vida e encanto a um festival que por si só já é repleto de magia, com os seus parques, rodas gigantes, carrosséis e muito mais.

Deixo vocês com algumas imagens desse belo festival.

 

Clique na imagem para ver as fotos.

Clique na imagem para ver as fotos.

Biscoitos de escoteiro

Biscoitos de escoteiras

Biscoitos de escoteiras

Mais uma cena de filme: Meninas escoteiras vendendo biscoitos de porta em porta.

Tudo bem que não foi bem assim que eu terminei comprando os tais biscoitos. Uma colega de trabalho foi quem vendeu as caixas para ajudar a Girls Guide (escoteiras do Canadá) a arrecadar fundos. Consegui a última! Elas acabaram rápido porque o comentário geral era de que “esse é gostoso!”, em uma clara referência ao fato de normalmente esse biscoito ser meio ruinzinho e a pessoas só o comprarem “para ajudar” mesmo.

Enfim. Ser escoteira é só mais um aspecto da infância-americana-de-filmes que eu não tive, junto com uma casa na árvore (tree house) e escaninho no colégio (locker).

O escotismo (do inglês Scouting)  é um movimento voluntário e sem fins lucrativos criado no início do século XX pelo militar inglês Robert Baden-Powell. Nele, o jovem aprende a trabalhar em equipe, bem como práticas de “vida ao ar livre”, como acampar, acender fogueira, usar bússola etc. O movimento feminino, Girl Guides, no Brasil chamado de Bandeirantismo ou Guidismo, foi fundado pela irmã de Robert, Agnes. Mesmo hoje em dia tropas mistas ainda são exceção.

 

Curiosidades

Nomenclatura: Os escoteiros-mirins são chamados “lobinhos” no Brasil. Em inglês, os meninos são os cubs e as meninas, brownies. Somente depois eles se tornam “escoteiros de verdade” e, finalmente, Guias (nomenclaturas diversas).

Números: Dos cerca de 40 milhões de escoteiros espalhados por mais de 200 países no mundo inteiro, mais da metade está concentrada nos seguintes países, nesta ordem:  Indonésia, EUA, Índia e Filipinas. No Brasil, o movimento ainda não é muito difundido.

Sempre Alerta (Be prepared): O lema dos escoteiros e o seu sistema de valores baseado na honra e lealdade é a sua marca registrada. Ainda assim, nunca estamos livres de desvios de conduta… Basta assistir à cena abaixo do longa de animação da Sony “A Casa Monstro” (Monster House) e conferir.

Verdade seja dita, após rever o trecho, percebi que a “vendedora” não é escoteira, e sim apenas uma estudante. Ainda assim, a cena é impagável e eu diria que preocupantemente engraçada.

 

 

E aí? O que acharam?

Trilha sonora brasileira

Ultimamente a minha trilha sonora aqui no Canadá tem sido bem verde e amarela. Na mesa do bar, uma roda de brasileiros e “simpatizantes” (gringos completamente apaixonados pela cultura brasileira). Ao fundo, uma banda tupiniquim que não deixa ninguém ficar sentado.

Desde o dia do trabalho (que aqui e nos EUA só é celebrado na 1ª segunda de setembro) o grupo se encontra quase toda sexta-feira em um restaurante chileno bastante aconchegante chamado Viña del Mar, ao som da banda Florquestra Brasil.

Clique na imagem para ver as fotos.

Clique na imagem para ver as fotos.

De tanta empolgação, filmei uma apresentação da Florquestra.

Em maio ainda teve o acústico de Rômmel Ribeiro no Mercury Lounge, com o conterrâneo Gustavo na guitarra solo. Também gravei vídeos desse show.

Para ver todos os clipes, basta clicar nas imagens abaixo.

Vídeos de Florquestra Brasil

Vídeos de Florquestra Brasil

Vídeos de Rômmel Ribeiro

Vídeos de Rômmel Ribeiro

E aí? O que vocês acharam dessa aventura?

Bazar de Garagem – Parte II

Como prometido, segue o vídeo sobre o Garage Sale de que falei em um outro post.
Clique na imagem para acessar o vídeo.

Clique na imagem para acessar o vídeo.

Update!

O jornal Ottawa Citizen publicou umas fotos bem legais do evento. Aqui.

Come back Cintia, the movies miss you

Movies just aren't magical without youO e-mail com essa mensagem eu recebi em 5 de maio, mas só agora encontrei tempo para comentar.

Achei incrível essa ação de Marketing de Relacionamento, que foi enviada pela empresa do meu “cartão fidelidade” (Scene Card) do Cineplex, a rede de cinemas mais famosa daqui.

O e-mail traz o seguinte pedido: “Volte Cintia, os filmes sentem a sua falta”. E ainda completa: “Os filmes simplesmente perdem a magia sem você. Faz tanto tempo desde que vimos você no cinema”.

Pode parecer uma ação boba, mas cai como uma luva para o seu público-alvo, os cinéfilos. O sistema identificou que eu costumava ir ao cinema com certa frequência e que já faz bem uns 2 ou 3 meses que eu não vou. Ora, é claro que, como cinéfila, eu sinto falta de ir ao cinema, mas a falta de tempo e outras circunstâncias me impedem de ir. Receber então uma mensagem dizendo que os filmes também “sentem minha falta” é um mimo muito bemvindo.

Essa frase me fez ainda refletir sobre tudo o que tenho sentido falta de fazer. Aquele tipo de coisa que você gosta de fazer, mas tem de deixar de lado em favor de outras. De tão características, elas fazem parte da sua própria essência e parece até que você não se sente você mesmo quando deixa de fazê-las. Escrever foi a primeira coisa que me veio à mente. A imagem do meu blog pedindo para que eu voltasse me abriu um sorriso desses de canto de boca, pelo absurdo: “Volte Cintia, o blog sente a sua falta”.

Bem, farei o possível para atender ao seu pedido.