Guia dos Aventureiros: Agenda Cultural

Ilustração: Getty Images

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Esteja onde você estiver, é sempre importante “estar por dentro” do que acontece na vida cultural dessa localidade: são shows, festivais e exibições em museus, entre tantas outras atrações, como Garage Sales.

Além da tradicional pesquisa no Google, se você for permanecer no mesmo local por um tempo mais longo, melhor ainda é se inscrever em newsletters estilo “Agenda Cultural”, como a do Ottawa Kiosk. Ottawa dispõe ainda de um site só com a Agenda de Festivais.

Já para viagens curtas, folhetos e encartes de museus e outras atrações distribuídos em centros de informação turística são ideais: além de fornecer a informação que você precisa, são ótimo material para futuros scrapbooks.

Uma boa dica é se inscrever nos e-mails de grupo das Comunidades Brasileiras (que provavelmente irão existir se você estiver em um local com mais de 1 milhão de habitantes). Em Ottawa, temos dois grupos: o Bino (ícone no menu direito do blog) e o Grupo Fale.

Esses grupos são bastante úteis, pois, além de sempre informarem sobre eventos brasileiros, como festivais latinos de cinema, eles também estão sempre organizando festas verde-e-amarelas para matar um pouco a saudade do Brasil. Oferecem, ainda, informações gerais, como anúncios (apartamentos para alugar, móveis para vender, serviços de tradução juramentada etc) .

Por fim, você pode ainda se cadastrar na Embaixada ou Consulado brasileiro da cidade, caso exista. Muitas vezes eles promovem festas e coquetéis em ocasiões especiais, como o Dia da Independência. A Embaixada Brasileira em Ottawa costuma ainda detacar eventos verde-e-amarelos em seu site. Mais que isso, a real importância desse cadastro está na Embaixada/Consulado ter os seus dados em caso de emergência. Sem querer ser dramática, imagine uma situação crítica (blecaute geral na cidade, atentado terrorista, terremoto, acidente aéreo etc), em que por algum motivo a sua família não consegue entrar em contato com você. É aí que entra em cena a ação da embaixada, para ajudar a localizá-lo.

Bem, agenda pronta, agora é só partir para novas experiências e descobertas.

Tenha uma boa aventura!

E aí? O que acharam das dicas? Alguma sugestão de outros métodos para saber sobre tudo que acontece na cidade “estrangeira” em que você se encontra?

Biscoitos de escoteiro

Biscoitos de escoteiras

Biscoitos de escoteiras

Mais uma cena de filme: Meninas escoteiras vendendo biscoitos de porta em porta.

Tudo bem que não foi bem assim que eu terminei comprando os tais biscoitos. Uma colega de trabalho foi quem vendeu as caixas para ajudar a Girls Guide (escoteiras do Canadá) a arrecadar fundos. Consegui a última! Elas acabaram rápido porque o comentário geral era de que “esse é gostoso!”, em uma clara referência ao fato de normalmente esse biscoito ser meio ruinzinho e a pessoas só o comprarem “para ajudar” mesmo.

Enfim. Ser escoteira é só mais um aspecto da infância-americana-de-filmes que eu não tive, junto com uma casa na árvore (tree house) e escaninho no colégio (locker).

O escotismo (do inglês Scouting)  é um movimento voluntário e sem fins lucrativos criado no início do século XX pelo militar inglês Robert Baden-Powell. Nele, o jovem aprende a trabalhar em equipe, bem como práticas de “vida ao ar livre”, como acampar, acender fogueira, usar bússola etc. O movimento feminino, Girl Guides, no Brasil chamado de Bandeirantismo ou Guidismo, foi fundado pela irmã de Robert, Agnes. Mesmo hoje em dia tropas mistas ainda são exceção.

 

Curiosidades

Nomenclatura: Os escoteiros-mirins são chamados “lobinhos” no Brasil. Em inglês, os meninos são os cubs e as meninas, brownies. Somente depois eles se tornam “escoteiros de verdade” e, finalmente, Guias (nomenclaturas diversas).

Números: Dos cerca de 40 milhões de escoteiros espalhados por mais de 200 países no mundo inteiro, mais da metade está concentrada nos seguintes países, nesta ordem:  Indonésia, EUA, Índia e Filipinas. No Brasil, o movimento ainda não é muito difundido.

Sempre Alerta (Be prepared): O lema dos escoteiros e o seu sistema de valores baseado na honra e lealdade é a sua marca registrada. Ainda assim, nunca estamos livres de desvios de conduta… Basta assistir à cena abaixo do longa de animação da Sony “A Casa Monstro” (Monster House) e conferir.

Verdade seja dita, após rever o trecho, percebi que a “vendedora” não é escoteira, e sim apenas uma estudante. Ainda assim, a cena é impagável e eu diria que preocupantemente engraçada.

 

 

E aí? O que acharam?

Are you having fun yet?

Essa é a frase do momento no trabalho. Cada vez que aparece mais um abacaxi ou cada vez que um problema toma proporções maiores, significando que a gente vai ter de fazer ainda mais um serviço complexo e trabalhoso, desses que a gente não deseja a ninguém, a gente pergunta

Foto: Getty images

Foto: Getty images

Imagine a seguinte cena:

Você, sua chefe e outros colegas em um War room (sala de guerra), que é o apelido dado às salas de reunião (boardrooms). O nome “guerra” não é referência a discussões ou mesmo eventuais brigas que podem ocorrer nesse tipo de sala, mas sim em relação à mesma ser uma sala de estratégia. A guerra, talvez, seria aquela travada com os concorrentes.

Enfim. Continuando…

Ao centro da mesa, o telefone está no speaker, para todos ouvirem. Do outro lado da linha, notícias nada agradáveis, do tipo:  “esse trabalho terá de ser refeito”.

Áudio-conferência encerrada, todos dão aquele suspiro de puxa vida…

É nesse momento que um colega se vira para o outro e pergunta: “Are you having fun yet?” (Algo como, “Você já está se divertindo?”)

É um comentário irônico, claro, mas o suficiente para fazer todos abrirem um pouco o sorriso e para aliviar a tensão ao menos por um breve momento.

O trabalho deveria ser uma diversão. Quer dizer, todos deveriam ao menos gostar do que fazem, curtir mesmo.

Ora, sabemos que a realidade corporativa não é bem essa, mas, se há uma coisa que eu aprendi é que, não importa em que parte do mundo você trabalhe, o dia sempre ficará mais leve se você encarar as “broncas” do dia a dia com bom humor.

Trilha sonora brasileira

Ultimamente a minha trilha sonora aqui no Canadá tem sido bem verde e amarela. Na mesa do bar, uma roda de brasileiros e “simpatizantes” (gringos completamente apaixonados pela cultura brasileira). Ao fundo, uma banda tupiniquim que não deixa ninguém ficar sentado.

Desde o dia do trabalho (que aqui e nos EUA só é celebrado na 1ª segunda de setembro) o grupo se encontra quase toda sexta-feira em um restaurante chileno bastante aconchegante chamado Viña del Mar, ao som da banda Florquestra Brasil.

Clique na imagem para ver as fotos.

Clique na imagem para ver as fotos.

De tanta empolgação, filmei uma apresentação da Florquestra.

Em maio ainda teve o acústico de Rômmel Ribeiro no Mercury Lounge, com o conterrâneo Gustavo na guitarra solo. Também gravei vídeos desse show.

Para ver todos os clipes, basta clicar nas imagens abaixo.

Vídeos de Florquestra Brasil

Vídeos de Florquestra Brasil

Vídeos de Rômmel Ribeiro

Vídeos de Rômmel Ribeiro

E aí? O que vocês acharam dessa aventura?

Bazar de Garagem – Parte II

Como prometido, segue o vídeo sobre o Garage Sale de que falei em um outro post.
Clique na imagem para acessar o vídeo.

Clique na imagem para acessar o vídeo.

Update!

O jornal Ottawa Citizen publicou umas fotos bem legais do evento. Aqui.

É Primavera – Parte III

Foto tirada no Festival de Tulipas de Ottawa, em maio de 2009.

Foto tirada no Festival de Tulipas de Ottawa, em maio de 2009.

Quero apenas cinco coisas…
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser… sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando.

Pablo Neruda

Um Feliz Dia dos Namorados para todos aqueles que têm a alegria de ter o seu amor bem juntinho de você, ao seu lado.

Efeito bumerangue

Fonte: Getty images

Foto: Getty images

Quanto mais forte você atira uma tarefa para longe, maior a força com que ela volta para você.