Fortune cookies

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Os fortune cookies, ou biscoitos da sorte, são muito comuns no Ocidente, em países como Estados Unidos, Brasil e o próprio Canadá (curiosidade: ao contrário do que se imagina, eles não são utilizados na China).

Normalmente, dentro do biscoito, há uma frase de “incentivo”. Pode ser desde um provérbio chinês a até mesmo uma espécie de “profecia”, que anuncia a tal “boa fortuna” que está por vir. Por isso mesmo, para “dar uma força”, em geral o verso do papelzinho contém “números da sorte”, como dica para jogar na loteria.

Mas você já sabe de tudo isso. Essa introdução toda foi só para dizer que aqui o verso do papel traz a frase em francês em vez de números. Só mais um exemplo de como no Canadá tudo realmente  tem de ser apresentado nos dois idiomas oficiais.

Até que não deixa de ser um jeito de praticar, para quem já arrisca uma frase ou outra fazendo “biquinho”…

Abaixo, a fortuna que eu tirei no biscoitinho de hoje, direto do refeitório da empresa:

“You have the ability to nurture and work creatively with others”.

“Vous savez encadrer et travailler avec les autres”.

Tradução: “Você tem a habilidade de criar e trabalhar criativamente com outros”.

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Só por curiosidade…

Pesquisa rápida no sistema descentralizado de bibliotecas públicas de Ottawa (33 unidades espalhadas pela cidade, sendo uma pertinho aqui de casa).

2,4 milhões de exemplares no total.

Eu pensei, “Não é possível que não tenha livros de autores brasileiros!”

Decidi testar primeiro com O autor de todos os tempos: Machado de Assis.

7 livros encontrados.

E olha que um deles nem era de Machado, e sim um estudo feito sobre ele.

Todas as cópias em inglês.

Não fiquei nada satisfeita com o resultado de menos de 0,0001% do total do acervo.

Decidi uma outra abordagem, como que para comprovar uma teoria. Pesquisei “Paulo Coelho”.

68 títulos encontrados.

Traduções não somente em inglês, francês e espanhol, o que poderia até ser considerado “normal”, mas também em russo, persa, árabe, vietnamita e panjabi… “Hein? Panjabi?”

Pois é, esse último idioma me levou a consultar o “oráculo”, também conhecido como google. Panjabi é uma das 87353417843 milhões de línguas do Paquistão e da Índia.

O mais peculiar nesse resultado é que, em meio a tantas versões, também Paulo Coelho não tinha uma cópia sequer em português.

A que conclusões podemos chegar quando um dos melhores escritores da língua portuguesa (quiçá da literatura mundial) “perde” de forma “humilhante” justamente para um autor como Paulo Coelho? Não sei.

De certo modo faz sentido, uma vez que Paulo Coelho é hoje o autor brasileiro mais vendido no mundo, posto outrora ocupado por Jorge Amado. Ah! E não é que foi justamente esse último o único a ter exemplares em português na biblioteca?

 

Enfim. Assunto bem pitoresco e fora de contexto, mas, como eu disse, foi “só por curiosidade”.

 

E você? Que livros têm na estante? Em sua maioria são “clássicos” ou best-sellers de ocasião? De autores nacionais ou estrangeiros? E em que idiomas?